Tudo Muda, Ainda Bem

by - 21:06


Quando eu era mais nova achava incrível ter 20 e tantos anos, ser mulher adulta, ter cara de adulta, fazer coisas de adulta. Naquele tempo eu tinha absoluta certeza de que, beirando os 25, como me encontro agora eu estaria casada [eu queria me casar aos 18], morando em São Paulo, com um emprego incrível como jornalista e, muito possivelmente, cuidando de uma ou duas crianças geradas no meu corpinho.
Não consigo sequer escrever isso sem rir.
No início desse ano notei que estava absolutamente distante de todos os meus planos de vida. Passei por um momento de crise gravíssimo, que até a minha velha amiga, a depressão, resolveu vir fazer uns cumprimentos. Foram meses horríveis em que sair da cama parecia um esforço sobre-humano.
No entanto, fiz uma escolha ousada: confiar.
Num dos raros momentos de sobriedade em meio a crise, pude observar o quanto já fiz, quão longe eu cheguei. Mais do que isso, percebi como eu cheguei a um lugar tão diferente do que eu queria chegar anos atrás e como isso foi melhor do que eu podia imaginar.
Hoje eu até posso pensar em casamento, mas não tenho certeza se sou a melhor pessoa pra gerar uma criança com tantas por aí precisando de um lar [mas não descarto a possibilidade, porque né]. Fazer carreira como jornalista hoje é apenas o meu plano C. Já morar em São Paulo, tenho certeza, não é pra mim.
Pensa só se todos só meus planos daquela época, todos os achismos sobre onde eu deveria estar em tal prazo tivessem se concretizado?! Eu estaria absolutamente infeliz.
Depois que tomei aquela decisão de confiar nesse início de ano, minha vida se virou ao contrário da melhor forma possível. Fiz novos amigos, descobri uma nova arte, tenho me descoberto todo dia como mulher e artista de uma forma que não imaginava antes.
Confesso, naquele momento de crise eu tinha concepções bem formadas sobre quem eu deveria ser. Só não tenho certeza se, caso aquelas ideias tivessem se concretizado, eu evoluiria tanto quanto evoluí nesses últimos meses.
Eu estou aqui, mais uma vez, contando um monte de história da minha vida pra falar que a gente muda. O tempo todo. Alguns mais lentamente, outros bem mais rapidamente [como eu, que mudo toda hora], mas é importante estarmos abertos para as transformações e, mais do que isso, respeitar esses processos.
Tudo está diferente do que eu planejei… que ótimo!


Esse texto serve também para inaugurar a mudança desse blog. Os conteúdos seguem quase os mesmos, mas identidade visual que tem muito mais a ver com a Carol de agora, do que o layout anterior – que era todo a Carol que eu já fui um dia.

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