Classificando Pessoas

by - 08:00



Vou fazer uma confissão a vocês: eu julgo. Eu julgo todo mundo. Eu estou julgando você que está lendo esse texto nesse exato momento. Isso é legal? Não é não. Mas tenho a meu favor o fato de todo mundo fazer isso, inclusive você está me julgando. Aposto que ta pensando: “que garota escrota”. Há, te peguei.
Julgar é meio que um hábito normal de todo ser humano. Você vê uma coisa, uma pessoa, ouve uma história e já emite opiniões sobre ela, boas ou ruins em um processo quase involuntário (na verdade acho que é realmente involuntário, nunca parei pra pensar nisso). Bem, você está julgando.
Mas o ser humano, ah o ser humano, ele sempre tem a capacidade de ir além. E tenho certeza que eu, você e o zubumafu já classificamos uma pessoa como legal ou não legal, digna ou não digna de nossa simpatia, melhor ou pior por conta de uma única característica, um hábito ou algo do tipo.

A partir desse trecho do post vamos considerar o universo dividido em” melhor” e “pior”.

Eu faço isso com freqüência, principalmente com gente que gosta de seguir certos hábitos na internet, sabe a galera das 1829 hashtags? Aqueles que tudo que fazem tem que postar nas redes sociais? Então, sempre classifiquei essas pessoas como superficiais em todos os aspectos, fúteis e todo o resto. Ou seja, legítimos integrantes do grupo dos piores.
Mas veio o snapchat e eu me vi fazendo o que? Acompanhando a vida alheia postada como se fosse novela, preocupada em postar tudo o que acontecia, pensando com uma frequência razoável “hm, seria legal postar isso no snap, hein”. No caso, se minha vida fosse animada eu seria a própria Julia Faria (inclusive acabo de gastar mais de 100 segundos da minha vida acompanhando uma conversa nada a ver dela com a mãe). 


Sim, eu estava agindo com o pessoal do grupinho dos piores, mas eu nem tinha me tocado até que minhas amigas começaram a debochar do fato de eu não largar o snapchat e o selinho dos piores foi delicadamente descendo e se afixando na minha testa.
Na minha percepção eu continuava membra de honra do grupo dos melhores, porque oh, nada, nadinha mesmo nas minhas capacidades intelectuais foi afetado, eu só estava ~levemente~ viciada em um aplicativo,  E notando isso sobre mim que eu percebi o quão babaca eu sou por classificar as pessoas dessa maneira. E não falo só sobre internet, sobre todas as classificações superficiais que emitimos na vida.
Todos nós temos nossa lista de coisas que achamos legais e não achamos legais e, normalmente, nossas listas são diferentes e pelamor do guarda, gente (e por gente meu nome está mais que incluído) vamos entender que o que é legal pro coleguinha, mesmo não sendo legal pra mim, não é pior, não é algo ruim.
Vou te dar uma dica incrível sobre isso agora: não gosta de uma coisa? Não faça. Pronto acabou. Sem lágrimas, sem dor, sem sofrimento e todo mundo felizinho (me apropriando do termo da Jout Jout sem vergonha).
Não sei se vocês já repararam, mas a maioria dos grandes problemas da humanidade está ligada a dificuldade de lidar com as diferenças. Ou seja, a gente precisa amar mais e parar de ficar colocando a galera no grupo dos piores e focar no que a gente tem de igual. Minha sugestão é criar um grande grupo dos melhores, deixar todo mundo entrar e fazer uma balada com open de coxinha que toque Cher pra gente gravar altos snaps. Se concorda, tira print da tela pra eu saber.

(Inclusive se quiser acompanhar minha vida que nem novela também, meu snapchat é carolfrissan)

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