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11 de janeiro de 2016

De Deus: Pai



Postei nos falecidos Loucos por Jesus e La Fashion Vita (pra quem não sabe, os blogs que eu tinha antes desse aqui) umas anotações que eu havia feito a partir de uma pregação do Juliano Son, do Livres, na Lagoinha há alguns anos. Pregação essa que ele chamou de A Parábola do Coração Paterno de Deus, sobre a nossa velha conhecida Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15: 11-32).
Vou reproduzir aqui os tópicos que vão ser interessantes pra esse texto, olha só:
→ A primeira coisa que Jesus faz ao contar a parábola é mostrar o porquê de Deus nos amar e perdoar: Ele é nosso Pai.
  • ·         Os líderes religiosos da época consideravam blasfêmia se relacionar tão intimamente com Deus a ponto de chamá-lo de Pai, por isso Jesus era sutil e discreto ao falar de Deus enquanto Pai, já que as pessoas não estavam acostumadas com isso.
  • ·         Também por esse motivo, em duas ocasiões o próprio Deus faz questão de dizer sobre Jesus: “Este é o meu filho amado”.
  • ·         Observamos também que no Antigo Testamento Deus revela apenas sua essência e sua identidade [ Pai ] é Jesus quem revela, no Novo Testamento.
Essa semana estava mexendo no caderno onde eu fiz essas anotações, no mesmo dia em que estava refletindo sobre a oração do Pai Nosso e me veio à percepção que a parte mais ousada da oração de Mateus 6 são essas duas primeiras palavras, Pai Nosso.
Vocês já pensaram na ousadia que é chamar alguém de Pai? É um nível de intimidade muito profundo. Hoje não damos conta disso porque já nascemos considerándo normal chamar Deus de Pai, Abba, Paizinho e quantos mais termos que nos foram ensinados por Jesus, o filho legítimo, que está com o Pai desde e até a eternidade.
Vou fazer aqui uma ilustração dessa história pensando em como foi na época em que Jesus soltou a notícia de que Deus era nosso Pai e tentar pensar na importância disso pra gente, hoje e em todo tempo.
Até então se acreditava em um Deus soberano, supremo, rei de tudo e... inacessível. Como podemos ler em diversos momentos da Palavra, as pessoas usavam intermediários pra falar e ouvir Deus. Esse relacionamento que temos hoje de nós falando o dia todo com Ele, Ele respondendo, altas conversas era inimaginável, inconcebível.
Era como se existisse um rei que resolvia tudo no reino, mas que fosse temido, a ponto de que você jamais pudesse trocar uma palavra com ele e aí vem o filho desse rei e te diz que você também é filho dele e que ia poder morar lá com ele e vocês iam ser super chegados. Você, no mínimo, ia achar isso muito estranho a princípio e, depois de já estar vivendo no contexto do reino, ia ficar maravilhado com tudo, principalmente com o nível de intimidade que você poderia desenvolver com esse rei.
Só que o nosso caso chama um pouco mais de atenção. Não é que éramos um plebeu normal, trabalhador, bonitinho, honesto e cheiroso, que sequer precisamos mudar o nosso modo de vestir depois de sermos chamados de filho pelo rei. Há algum tempo tínhamos feito várias coisas erradas para esse rei e desde então éramos a escória da sociedade, rejeitados e dignos de morrer da maneira mais cruel, quase o Gollum do Senhor dos Anéis, só que pior.
E bem, não é que o rei ficou com nossa mãe e a gente nasceu e agora ele vai ter que nos aguentar como filhos. Ele nos escolheu, voluntariamente, pra sermos filhos dele. Ele podia fazer uns filhos novos, bem educados, elegantes, sem erros e deixar a gente morrer ali, mas olhou pra gente e sentiu muito amor e, por causa desse amor que ele sentiu, a gente também sentiu amor por ele e ficamos constrangidos, querendo muito ter uma chance de mudar. Então ele falou: “hm, vou adotar essa menina/esse menino”. E aí levou a gente pra casa, esqueceu o que fizemos de errado assim que nos arrependemos e quis a gente perto, pra conversar todo dia, deixando a gente falar o que queria, ajudando de perto nos problemas, dando o que a gente precisava, perdoando e esquecendo se a gente fazia uma besteira.
Pensa no quão sensacional é isso. Quão digno de a gente ficar com cara de abobado por dias pensando sobre. A analogia que eu usei é bem boba e simplória, mas é uma tentativa de fazer você se maravilhar com o que tem maravilhado nesse amor maravilhoso. E nem vou pedir desculpa pela repetição de palavras porque é só isso que o amor do Eterno me faz: me deixa maravilhada.  Que você possa se maravilhar também.
No amor dEle.
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