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25 de junho de 2016

[Rio Moda Rio] O que andei vestindo


Olha quem ta postando look! Eu adoro fotografar o que visto porque é uma maneira muito divertida de mapear nosso estilo, mas eu raramente lembro ou fico pronta com alguma antecedência. Normalmente, quando consigo tirar uma foto, acabo postando direto no instagram. Mas dessa vez o textão não ia caber na legenda. haha
Acho que se vestir pra evento de moda sempre gera dúvida, né? É um espaço sem dresscode claramente definido, mas com um dresscode psicológico muito claro. Tem que usar tendência. Tem que ser diferentão. Tem que usar alguma marca importante.
Eu odeio “ter quer” alguma coisa. A real é que não tem que nada. Ou melhor, tem sim, tem que ser você e não só em evento de moda. Bato muito na tecla de que vestimenta é puro discurso e nenhum look é mais bonito do que um autêntico, que transmita verdade e transpareça sua personalidade (nem que seja quem você é só naquele instante).
Como eu falei no primeiro post sobre o RMR, a gente está sempre sobre julgamento e, se não estiver 100% segura do que está vestindo - e transmitindo -, perde a pose no primeiro olhar estranho. Nos dias em que estive no Rio Moda Rio, o que tentei imprimir no que vesti foi o máximo de quem eu sou e o que me deixaria confortável e, consequentemente, segura.


No primeiro dia a escolha foi muito fácil. Eu amo essa saia (e todas as saias midi) com todo o meu ser, mas ela é pesada, um tanto difícil de combinar e portanto vive parada no meu guarda roupa. Como fazia tempo que ela não saía pra passear, deixei os holofotes só pra ela.
“Saia midi com sapatilha, Carol? Você ta doida? Ta ainda mais baixinha menina.” Eu sinceramente não ligo nada pra isso - você não deveria ligar também -, sem contar que ir pra evento de moda (em que a gente anda até não aguentar mais) de salto é amar pouco o próprio corpo.

Blusa: Forever21
Saia: Forever21
Jaqueta: Opção
Sapatilha: Moleca
Colar: Lojinha de acessório do Saara.


No segundo dia já falhei na operação tirar foto antes de sair e tive que pedir pra uma moça querida (e desconhecida até então) me ajudar lá nos corredores do evento mesmo.
O look é meu novo coringa, tinha usado o mesmo combo há poucos dias no aniversário de um amigo e provavelmente usarei em mais infinitas festas enquanto houver frio nesse país.
Essa bota é o novo amor da minha vida e eu quero ir com ela pra todo lugar. Apesar do saltinho, é super confortável. E o meu siganture look (haha): saia curta rodada + blusa preta + jaqueta de couro. Mais Carol impossível.

Blusa: Acervo da minha mãe/Sem marca
Saia: Quintess (Posthaus)
Jaqueta: Opção
Bota: Zattini
Colar: YuTu (loja de acessórios da minha terra)

[Rio Moda Rio] Um suspiro aliviado em forma de semana de moda

Vou propor um exercício. Abra seu feed de blogs e compara com o que você lia há alguns anos. Compara também as pessoas que inspiravam seu estilo quando aquele assunto de it girl surgiu às que inspiram hoje. Agora faça uma compra hipotética. A forma como você escolhia o que comprar a poucos anos atrás continua a mesma?
Aposto que você observou muitas mudanças nessas comparações e é fato, a maneira como a gente consome mudou absurdamente. E isso se extende do consumo de conteúdo ao consumo de produtos. Tudo é parte de um inconsciente coletivo, mas também parte de uma mudança de lifestyle e de visão de mundo.
Nossa vida ta corrida, não temos tempo pra ler sites que nada nos agregam, nos inspirar em looks impossíveis e tampouco usar peças complicadas demais. Estamos valorizando mais o nosso dinheiro, então peça sem qualidade, pouco pensada, não passa nem na imaginação. Estamos valorizando mais a diversidade e, se a marca não respeita e valoriza as nossas diferenças, logo é boicotada.
Até ontem as semanas de moda eram um lugar onde a cultura do antiquado era exaltada e nada disso que falamos tinha espaço. Gente montada demais, looks impossíveis demais, luxo e padronizações demais, gente branca, cis e rica demais. Até ontem, porque o Rio Moda Rio certamente rompeu com isso.


O primeiro destaque é que o Rio Moda Rio não é apenas uma semana de moda, mas um movimento que busca envolver a moda e o povo carioca durante todo ano. Não dá mais pra conter toda essa movimentação criativa em duas semanas por ano só. Não cabe, nunca coube, finalmente alguém admitiu e resolveu mudar.
A democratização da moda era a principal proposta e foi muito bem consolidada. Abrir as portas do evento pro público que não tem contatos para conseguir um convite de marca/lounge já foi um passo e tanto, mas não suficiente. Muita gente ainda se sente desconfortável nos corredores de um evento desse nível (porque a opressão social ainda acontece) e nem todo mundo pode pagar 65 reais por dia de um evento de moda.
Mas sabe o que aconteceu? Numa das ações que me encantou no evento, a moda foi até o público. O último dia levou um compilado de looks desfilados nas salas restritas a convite para quem estivesse passando na Praça Mauá. Não precisava de ingresso ou pedir licença pra entrar, era só parar, observar e fazer parte daquilo.
Os desfiles, aliás, pareciam integrados. A proposta “Rio de Janeiro” estava muito clara em todos eles. Permitida a liberdade criativa da passarela, tudo era pensado pro público que estava assistindo e poderia adquirir aquelas peças (algumas delas, já estavam sendo vendidas ali mesmo no Pier). O espaço foi democratizado até para novos estilistas que, no espaço Experimente, puderam expor seus trabalhos e que terão a oportunidade, através de iniciativas ao longo do ano, de ganhar mais visibilidade.

Um pedacinho do espaço Experimente
E a diversidade do público não poderia ser maior (mentira, sempre pode). Nunca vi tanta representatividade num corredor de evento de moda. O público branco cis de luxo vestido de label tava lá sim, mas as negras maravilhosas, as drags montadas (Ravena Creole, queridos!!) e tantos outros grupos que não costumam ter voz em locais elitizados também.
O tema era uma preocupação até nos bate papos. O espaço Natura, por exemplo, falou muito sobre isso, sobretudo no papo com Clara Averbuck, DJ Zé Pedro e Carlos Tufvesson, que aconteceu no segundo dia. Os bate papos, inclusive, foram um destaque a parte do evento. Mesmo quem não viu desfile nenhum ou comprou nenhuma peça, saiu transbordando de novas ideias e conhecimento.
Bate Papo da Natura sobre diversidade no segundo dia de evento
Conversa cheia de amor sobre a influência do streetwear promovida pela Elle  com Felipe Veloso,  Thomaz Azulay, Vivian Witheman e Chantal Sordi.

A nossa maneira de ver a moda, de interagir com ela mudou e enfim alguém entendeu. O Rio Moda Rio não trouxe só nossa semana de moda carioca de volta, trouxe uma renovação pra lá de necessária que, torçamos, pode acabar alcançando as outras semanas de moda nacionais. Finalmente o futuro me parece promissor.

E os desfiles?

Eu realmente não vou ousar fazer uma análise detalhada, até porque não pude assistir a todos presencialmente. No canal do YouTube do Rio Moda Rio tem todos os desfiles e no site da Lilian Pacce tem imagens de todos os looks, além de análises com selo Jorge Wakabara de qualidade.
Porém, preciso expressar alguns sentimentos e falar dos meus preferidos: Andrea Marques ta de volta da maneira mais linda que poderia voltar, com um desfile que tinha cara de poesia. È impressionante como Isabella Capeto nasceu pra desfilar no Rio, é como assistir uma pessoa em sua própria casa. Aliás, a respeito da moda como despertador de emoções que falei no outro texto, o desfile da Isabella arrancou lágrimas do público, da produção e até das modelos.
Lino, o que dizer né? Born and raised showman. Ele desfilou em três cidades diferentes só nessa temporada e levou três desfiles diferentes e adaptados a cada cidade que, no final, se juntam e viram uma coleção só. Pra qualquer um não é mesmo. E, por fim, to bem feliz com a estreia da The Paradise nas passarelas. A marca é um compilado de tudo o que a gente anda precisando na moda. É inovadora, é artística, é colorida, é genuínamente carioca, é figura garantida no hall do sucesso das semanas de moda, logo, logo.

24 de junho de 2016

[Rio Moda Rio] Fashionista de Primeira Viagem

Outro dia postaram em um grupo de Facebook que participo que dali a poucas horas o credenciamento de imprensa pro Rio Moda Rio terminaria. Quem quisesse tentar, era a última chance. Cliquei no link, vi que era um formulário rápido e resolvi preencher, com zero de esperança, uma vez que esse blog estava sem posts há algum tempo.
Qual não foi a minha surpresa ao receber, logo pela manhã do outro dia, a aprovação do meu credenciamento. Como a maioria sabe, entrei na universidade porque queria ser jornalista de moda, mas acabei brigando com a moda no meio do curso e fazia tempo que eu sequer lia um resumão de uma fashion week. Quando eu li aquele “aprovado”, soube que estava na hora de uma reconciliação e da melhor maneira possível.

Eu poderia fazer a rica e contar como o evento foi só mais um de moda, mas devo aqui exercer a humildade e contar que, como foi a minha primeira grande semana de moda, eu estava achando tudo bem surrreal. Logo que fui buscar a credencial, na hora de assinar, meu nome tava logo acima do da Chantal Sordi e, sei lá, ver meu nome no mesmo contexto de uma profissional que eu admiro tanto me fez pensar que talvez ainda exista um lugar pro jornalismo de moda na minha vida.
Susan Miller já havia me alertado que eu poderia me perder durante uma viagem semana passada. E bem, no primeiro dia de evento o motorista do uber se perdeu e eu juro que achei que ia morrer. A qualidade do uber caiu tão absurdamente que nessa briga entre eles e os táxis eu to começando a achar que o mais prudente é andar a pé. Mas graças ao Eterno consegui chegar ao Pier com vida e inteira.
No primeiro dia teria um bate papo com Tulipa Ruiz, de quem eu sou bem fã (e já indiquei na nossa fã page, vocês lembram?) e, mesmo odiando tietar famoso, prometi pra Carolzinha que adora performar as músicas do Dancê na frente do espelho que tiraria uma foto com ela.
Nessa de uber se perdendo, eu já nem tinha mais esperanças de chegar a tempo, mas o bate papo não só atrasou, como ainda teve um pocket show dessa maravilhosa logo depois. E eu consegui minha foto, que quase foi prejudicada por conta dessa luz e pela qualidade da camêra do meu celular, mas quem se importa quando tem alguém tão maravilhoso do seu lado.

A qualidade da foto ta pífia, mas o amor ta bem grande

Aliás, por falar em tietar e gente que eu admiro, a Elle não é minha revista preferida à toa. Eles tinham um lounge abençoado com pipoca, cerveja e revista de graça, além de muitos lugares pra descansar dos quais eu fiz bastante uso.
Nessa, tava bem plena sentadinha comendo minha pipoca (que tava divina) e no puff colado ao meu estava a rainha absoluta do jornalismo de moda Susana Barbosa. Em momentos como esse, você se permite surtar internamente um pouco e fazer a tiete, mas é claro que eu fiquei com medo de micão e acabei sem falar com ela (YES REGRETS).
Eu fui não focada só nos desfiles, mas no movimento que esse evento iniciaria. Pra mim, esse é o momento da moda carioca e ver tantos estilistas novos tendo a chance de expor seu trabalho e ver tanta representatividade encheu meu coração de esperança.
Sabe aqueles looks absurdos que sua mãe certamente já perguntou quem usaria? Quase não vi. Vi looks reais, próprios pra realidade carioca, que valorizavam a pluralidade de estilos que nossa região tem. Isso se repetiu nos desfiles, quanto nas pop up stores e nos corredores.
Ir a um evento de moda é saber que você está vulnerável a olhares críticos o tempo todo (você chega a se questionar se não borrou o batom ou entornou café na camiseta), mas é também uma chance de descobrir que as pessoas podem sim ser incríveis. Saí do Rio Moda Rio ainda mais fã dos profissionais que já admirava por descobrir que são queridos até não poder mais e completamente apaixonados por suas funções.
No final das contas, saí do Rio Moda Rio não só reconciliada, mas ainda mais envolvida com uma moda que inclui e representa. Afinal, dentre tantas coisas, moda é esse grande despertador de emoções.

19 de junho de 2016

Aleatório #1 - Um compilado dos últimos meses


Eu prometi pra mim mesma que nunca ia justificar ausência nessa nova fase do blog, mas observando os últimos fatos, achei que seria minimamente curioso explicar porque não tem tido post. Além do fato de trabalho, faculdade and all that jazz, dois fatos têm sido recorrentes. A sequência é a quase sempre a mesma:

Estou lendo blogs, leio uns posts incríveis, MEU DEUS PRECISO ESCREVER. PRECISO POSTAR TAMBÉM (em caps porque, se meu coração pudesse se expressar em palavras nesse momento, seria assim que ele se expressaria).

O post nasce e cresce e fica pronto na minha cabeça.

Abro o Word.

Ah, deixa só eu fazer essa parada aqui. Hm, vou só ler o blog da fulana antes. Oh, que massa, deixa eu ver esse vídeo aqui rapidinho e já escrevo.

A partir de então dois caminhos são possíveis:

a - - eu fico absolutamente desmotivada e vou fazer outra coisa.

b - São 4 da manhã, tenho que dormir. Amanhã eu posto. *Chega amanhã.* -> Volte ao início do post.

Como estava querendo mesmo fazer uns posts contando uns fragmentos da vida por aqui, vou aproveitar esse comeback pra relatar rapidamente alguns destaques quase bobos (vou alegar que estou seguindo a meta de valorizar as pequenas coisas) que aconteceram nos últimos dias.

Quem me acompanha no Instagram (@carolinefrizeiro, já segue?) já está bem integrado a quase tudo o que vou contar aqui, até porque uma das novidades é essa: estou postando no instagram como nunca. Ô rede social viciante.




SEGURA QUE LÁ VEM TEXTÃO

26 de janeiro de 2016

Um dia de cada vez



Eventualmente eu fico bastante entediada. Não que eu não tenha o que fazer, tenho até muito, mas acabo achando tudo chato. Fico torcendo às vezes pra dar hora de dormir pra chegar o outro dia (muitas vezes pra repetir o ritual de achar tudo chato e esperar o próximo dia).
Outras vezes fico ansiosa, pensando que amanhã o dia vai ser cheio, que sexta tenho que acordar às 5 da manhã (quando ainda segunda), que falta muito para as férias chegarem, que eu ainda não entreguei aquele material do trabalho. Sinto falta de ar, começo a chorar (ou chego quase lá) e não faço nada do que tinha pra fazer hoje.
Daí estava observando minha irmã de 6 anos. Ela não tem noção de tempo. Ela mal sabe quando chega o fim de semana, quando é dia útil, quando as aulas dela vão começar, a não ser que a gente avise. Ela vive cada dia sem se preocupar com o seguinte e aproveita pra caramba cada um deles.


Mais cedo estava no Facebook e uma página compartilhou uma sequência daquele filme Questão Tempo (um dos meus preferidos. Se você não assistiu assista agora.), em que o protagonista diz que agora só vive cada dia uma vez, como se tivesse voltado só pra curti-lo, como se fosse o último.
Associando isso tudo, acho que é isso que nos falta, viver cada dia sem pensar que tem outro amanhã. Íamos aproveitar bem mais cada oportunidade de fazer qualquer coisa. Nós sempre temos aquele pensamento de “se não fizer agora, posso fazer amanhã” ou “aff, amanhã tenho que fazer isso de novo”. Mas pense, se fosse a última chance de fazer algo, você certamente faria agora. Ou se fosse a última vez que você deve fazer determinada coisa, você faria com muito mais prazer, certo?
Temos que parar de ver as coisas como “só mais uma” na imensidão da vida. Nada é só mais um. Tudo é único porque é que você tem agora, até porque nenhum daqueles segundos se repetirá exatamente daquele jeito nunca mais. Assim como o protagonista de Questão de Tempo fez, vamos reconhecer que nossas vidas podem ser simples, mas que são extraordinárias.



Um dia de cada vez, quem vem comigo?
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